Lipoenxertia Glútea: volume e contorno com gordura autóloga
A lipoenxertia glútea é uma cirurgia plástica que utiliza gordura do próprio paciente para remodelar o volume, o formato e o contorno dos glúteos. Para isso, inicialmente, a gordura é obtida de regiões previamente selecionadas por meio da lipoaspiração e, posteriormente, parte desse tecido é preparada para a transferência à região glútea.

Dessa forma, o procedimento permite integrar a retirada de gordura de determinadas áreas ao planejamento do contorno dos glúteos. Além disso, como cada paciente apresenta distribuição de gordura, anatomia e proporções corporais próprias, o planejamento precisa considerar individualmente tanto as áreas doadoras quanto as regiões que receberão o enxerto.
Como funciona a Lipoenxertia Glútea?
Inicialmente, durante a lipoenxertia glútea, a gordura é coletada por meio da lipoaspiração em regiões previamente definidas no planejamento cirúrgico. Em seguida, o tecido adiposo passa por etapas de preparo antes de sua transferência para os glúteos.
Posteriormente, o cirurgião distribui a gordura preparada de maneira estratégica na região glútea, conforme o formato, o volume e as proporções planejadas para cada paciente. Assim, o profissional pode trabalhar diferentes áreas para modificar o contorno e a projeção dos glúteos.
Entretanto, a segurança ocupa papel central nessa etapa. Atualmente, sociedades médicas como a ASPS, a The Aesthetic Society e a Plastic Surgery Foundation apoiam a utilização de ultrassom em tempo real durante a transferência da gordura, justamente para permitir a visualização da posição da cânula. Além disso, essas entidades defendem que a gordura permaneça exclusivamente no tecido subcutâneo, acima da fáscia que recobre os músculos glúteos.
Nesse sentido, uma revisão sistemática e metanálise publicada em 2026, que reuniu 38 estudos e 22.151 pacientes, encontrou menores taxas de complicações nas técnicas que utilizaram exclusivamente o plano subcutâneo. Da mesma forma, o uso de ultrassom apresentou associação com menores taxas de complicações maiores e menores.
Além disso, é importante considerar que parte da gordura transferida pode sofrer reabsorção durante o processo de integração do enxerto. Consequentemente, o volume final pode apresentar variações individuais, o que torna inadequado estabelecer previamente um ganho de volume idêntico para todos os pacientes.
Benefícios da Lipoenxertia Glútea
Quando existe indicação adequada, a lipoenxertia glútea permite trabalhar o formato e o volume dos glúteos utilizando tecido adiposo do próprio paciente. Ao mesmo tempo, a retirada da gordura das áreas doadoras pode contribuir para o planejamento global do contorno corporal.
Entre os principais benefícios estão:

- utilização da gordura autóloga, ou seja, do próprio paciente;
- possibilidade de aumentar o volume dos glúteos;
- remodelação do formato e do contorno glúteo;
- possibilidade de trabalhar diferentes regiões dos glúteos conforme a anatomia;
- integração da lipoaspiração das áreas doadoras ao planejamento corporal;
- planejamento individualizado das proporções entre glúteos e regiões adjacentes.
Além disso, uma revisão sistemática publicada em 2023 comparou o enxerto autólogo de gordura aos implantes para aumento glúteo. Os autores observaram que a transferência de gordura permite trabalhar tanto os glúteos quanto as regiões ao redor. No entanto, também destacaram que o descumprimento das recomendações de segurança pode aumentar o risco de complicações graves.
Por outro lado, a lipoenxertia glútea não permite garantir previamente um volume ou formato específico. Isso ocorre porque fatores como anatomia, disponibilidade de gordura nas áreas doadoras, características dos tecidos e integração do enxerto interferem no resultado.
Portanto, o cirurgião deve analisar os benefícios de acordo com as possibilidades anatômicas de cada paciente, sem estabelecer um padrão corporal único como objetivo da cirurgia.
Para quem a Lipoenxertia Glútea é indicada?
De modo geral, a lipoenxertia glútea pode fazer parte do planejamento de pacientes que desejam modificar o volume ou o contorno dos glúteos e apresentam condições clínicas adequadas para uma intervenção cirúrgica.
Além disso, como a técnica utiliza gordura autóloga, o cirurgião também precisa considerar a disponibilidade de tecido adiposo nas áreas doadoras. Consequentemente, a quantidade de gordura disponível, a anatomia dos glúteos, a qualidade dos tecidos e as proporções corporais interferem diretamente nas possibilidades do procedimento.
Nesse contexto, durante a avaliação pré-operatória, o cirurgião analisa individualmente aspectos como histórico clínico, anatomia, distribuição de gordura e expectativas em relação ao resultado. A partir dessa avaliação, torna-se possível estabelecer um planejamento compatível com as características e os objetivos de cada paciente.
Por fim, a segurança merece atenção especial na lipoenxertia glútea. Embora as técnicas tenham evoluído, a embolia gordurosa permanece entre as complicações graves associadas ao procedimento. Por essa razão, recomendações internacionais reforçam a importância do plano exclusivamente subcutâneo, do controle da posição da cânula e da utilização do ultrassom em tempo real durante a transferência de gordura.
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Como funciona a transferência de gordura para os glúteos?
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É sobre isso que o Dr. Filipe Reis Pedra (@drfilipereispedra) veio conversar hoje! 👨🏻⚕️
Esse procedimento já é um dos mais procurados aqui no Núcleo Dome e, geralmente, faz parte da #lipoescultura, cirurgia plástica que promove um contorno corporal sob medida. ✨
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