A postectomia é uma cirurgia urológica que remove parcial ou totalmente o prepúcio, tecido que recobre a glande. O urologista pode indicar o procedimento principalmente quando alterações nessa região provocam sintomas, inflamações recorrentes ou dificultam a retração adequada do prepúcio.
Antes da cirurgia, a avaliação médica permite identificar a causa da alteração e verificar se a postectomia representa a abordagem mais adequada para cada paciente.
Como funciona a Postectomia?
Durante a postectomia, o urologista remove cirurgicamente o prepúcio conforme a indicação e as características anatômicas do paciente. Em seguida, o médico aproxima as bordas da pele, geralmente utilizando pontos absorvíveis.
O tipo de anestesia pode variar conforme a idade, as condições clínicas e o planejamento cirúrgico. Após o procedimento, o paciente recebe orientações específicas sobre higiene, cuidados com a região e retorno às atividades.
Além disso, o período de recuperação pode envolver inchaço, sensibilidade e desconforto temporários. Por isso, o acompanhamento médico após a cirurgia desempenha um papel importante na avaliação da cicatrização.
Benefícios da Postectomia
Quando existe indicação médica, a postectomia pode solucionar problemas diretamente relacionados ao prepúcio e reduzir sintomas provocados por essas alterações.
Entre os principais benefícios estão:

- tratamento da fimose em casos selecionados;
- melhora da dificuldade de retração do prepúcio;
- redução de problemas relacionados a inflamações recorrentes, quando essa condição motiva a cirurgia;
- tratamento de alterações cicatriciais que comprometem o prepúcio;
- melhora de sintomas como dor ou dificuldade para urinar quando apresentam relação com a fimose.
A cirurgia modifica permanentemente a anatomia do prepúcio. Portanto, o médico deve explicar os benefícios, os riscos, as alternativas disponíveis e as mudanças esperadas antes do procedimento.
Para quem a Postectomia é indicada?
O urologista pode indicar a postectomia para pacientes com fimose que provoca sintomas, como dificuldade para retrair o prepúcio, dor durante a ereção ou problemas para urinar. O procedimento também pode fazer parte do tratamento de episódios recorrentes de balanite ou balanopostite e de algumas doenças que provocam cicatrização e estreitamento do prepúcio.
Entretanto, nem todo caso de fimose exige cirurgia. Dependendo da idade, da causa e da gravidade do quadro, o médico pode considerar inicialmente tratamentos conservadores, como medicamentos tópicos.
Dessa forma, a consulta com o urologista permite estabelecer o diagnóstico, avaliar alternativas e determinar quando a cirurgia oferece uma abordagem adequada para o paciente.
Agende sua avaliação urológica no DOME Núcleo Avançado.